terça-feira, 22 de junho de 2010

Espelho.

Eu vejo tudo mais calmo agora
Eu vejo mil caminhos a seguir
Várias direções que eu não sei onde vão me levar
Tanta coisa pra viver
Tanta estrada pra encontrar
Minha busca é a mim mesma
E meu guia é o meu coração

Pra quê promessas?
Pra quê cobrança ou coisa assim?
Se no final o que importa é só quem você é
Todos os erros nos fazem crescer e descobrir
Quem vale a pena de verdade
Quem nos faz sorrir

Quero voar pra algum lugar longe daqui
Um paraíso, onde eu possa dencansar
De todo esse mundo louco
De toda essa gente que insiste em me sufocar
Quero flutuar num universo paralelo
Onde o tempo se esquece de passar
E a felicidade mora ao lado e vem sempre visitar

[Jéssica Almeida] ♪

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sonho








Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz
Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa
Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá
A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração
A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mais as vezes não é doce não


Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar

(...)

E O MUNDO É PERFEITO!


Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração
Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso
Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é pura alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia
Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais


[O teatro mágico]







=D

sábado, 1 de setembro de 2007

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Sonhos rasgados,

memórias apagadas,
pedaços do coração espalhados ao vento
sentimentalismos para quê?
Sinto arder em chamas
tudo o que conservei com afeto
Feridas em aberto
deixadas transparecer
Coisas insignificantes
Mas que são um tudo
Aí a onda vem e derruba
Aquele castelo bonito
Que demorou horas pra ser erguido
Mas o que fazer?
Se só importam pra você
E ninguém quer saber
Se era bom ou não
Nessas horas é até melhor tentar cantar uma canção
Mas canção de quê?
Se não me sai a voz
Só os soluços do meu pranto sofrido
Que vão continuar escondidos
Debaixo de cadeado
até que alguém venha
E leve de novo
Tudo o que estava guardado.

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