Acordei até achando o dia bom, na verdade achei normal, mas pelo menos não o maldizi ou não desesperei de algo bom que viesse a vir. Mas mal cheguei na esquina e logo cedo ele me prega peça, e puxa tapete até manhã terminar. Não sei se ruim, mas até que me foi de um pouco grado a bagunça que o dia me causou, mas acabei por não aproveitar quase nada do embaralho. Tinha coisa por fazer e a meta era fazer metade até terça. Mas hoje é terça e não fiz metade, fiz metade da metade, mas ainda falta um quarto pra virar meio. Tenho pouco tempo pra fazer, mas sei não se ainda dá. Não por preguiça pura, mas por mais chatice desse dia doido, que me trouxe dor de cabeça que tentei passar com banho quente e acabou que to de cabelo molhado e de cabeça doendo mais. Queria fumar um cigarro, mas lembrei que não sei fumar e mesmo se soubesse não gosto e não tenho, mas se tivesse e pudesse talvez até fumasse caso de quê vai que melhorasse na cabeça a dor. Acho que vou querer café, ou melhor quero café, e ei de buscar logo que terminar isso aqui de escrever. Até porque tenho quase duas horas e meia pra que esse embaralho do dia de hoje termine e metade de meio da meta da coisa por fazer que tenho. E vai que é por sorte ou por azar, mas não sei, vai que esse dia assim não termine tão ruim quanto presumo que ele foi, mas ta difícil e vou mesmo é ali na cozinha pra pegar um cadinho de café pra ver se passa nessa cabeça a dor, quer dizer essa dor de cabeça.
ps: na caneca, diga-se de passagem.
terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Lua.
E da janela do meu quarto, a Lua. Coberta de nuvens, Ela, a dos apaixonados, cheia e linda se esconde como que me dizendo: -Coração sem amores, não merecendo meu brilho, permanecer-te-a sem vislumbrar minhas trasmutações em fachos de luz e sem inspirar-se em minha rara apresentação, enquanto vazia e só apresentar-se defronte a mim.
-
Então fechei a janela e sai de casa, como que escomungada pela rainha profana que parecia esquecer de sua discípula. Blasfemando carências e desacasos, esquecendo de que me levei a esse caminho solitário por vontade própria. E lá pelas quase dez, depois de tantas frustadas olhadas ao céu, pude ver a Lua, a que tanto queria prestigiar, e ela permanecia ao alto, longe, intocada, intocável. Distante, embora iluminando toda a rua. E quis poder ter asas, para chegar mais perto dela, para que pelo menos um milímetro de sua luz pudesse me contagiar, para que meu vazio fosse novamente preenchido, e assim sendo que pudessemos ser amantes na solidão, onde eu, debruçaria-me todas as noites à janela, como lobo enamorado perante a toda sua magnitude.
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quarta-feira, 16 de março de 2011
ps: Quando eu descobrir qual é esse lugar continuo o texto, ainda que eu não saiba bem ao certo se ele é (ou será?) bom ou ruim.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Vem e vão, passageiros, buscando sentido, seta ou direção, levando consigo pensamentos e idéias imprevisíveis guardadas só em si. A brisa anuncia os sonhos, os bocejos de sono e de tédio, enquanto o sol arranja buracos por entre os galhos na fraca tentativa de aquecer meu corpo. Ouço vozes longes, barulhos de construção e passarinhos, e os minutos esvaem-se sem nenhuma palavra sinfoneada. Olham contanto não vêem, fitam canto-de-olhadas tímidas e breves sorrisos de míseros segundos. Diferentes, tentando se afirmar, se esconder em gente, se perder de mundo, se ser único, enquanto se equalizam em buscar um sentido que não há em meio e fim algum.
desfoque
Vi. Não sei se era. Me falta lembrança mais nítida daquela noite cheia de gente onde te tirei pra dançar. Devia ter perguntado, devia ter dito um oi. Devia fazer tanta coisa que não faço nada. Mas que ia dizer? Foi você naquele dia? Foi você que não levou, nem pediu nada além de um beijo? Que me encantou dizendo como não dançaria? Vi. Acho que era. Queria que fosse. Espero que tenha sido preu relembrar você. Vi. Não sei se será. Não sei se falarei. Não sei se devo ou não falar. Não sei se você vai se lembrar como eu lembrei. Não sei se vou saber se é ou não. Mas já fiz oposto do que faço, quando coragem bateu naquela noite. Vi. E novamente tirarei para dançar.
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