Senti tanta falta do seu cheiro meio de xampu, meio de sua pele, uma combinação gostosa que só você tem e que carrega tanta coisa junto, me fazendo suspirar grudada no seu pescoço. E como eu suspirei hoje, de ter você ali me abraçando, me enchendo dos melhores beijos do mundo inteiro, me guardando em você e matando (ou criando mais?) saudade. Oh meu amor, eu gostaria tanto que tudo parasse naquele momento e todas as outras pessoas desaparecessem pra só restar nós dois colados, nossos corações batendo um pelo outro com os sentimentos todos embaralhados. Seu gosto continua na minha boca, que agora tem mais sede de você, e nem essa chuva toda que cai nesse momento seria capaz de saciar um só pouquinho da sua falta. Todos os nossos vários dias e eu ainda me sinto flutuando como se fosse o primeiro toque de seus dedos em minha pele, a primeira vez da sua mão na curva da minha cintura me puxando pra perto de você, o primeiro arrepio dos seus olhos nos meus me lendo por inteira. Já to sentindo falta do seu cheiro que não sai da minha cabeça, dos suspiros, dos seus beijos e de você inteiro. Até logo, meu amor.
terça-feira, 23 de julho de 2019
quinta-feira, 11 de julho de 2019
No meio da noite, quase madrugada
De volta a minha cama, meu quarto, minhas tantas coisas acumuladas
No meu casulo onde acumulo dias e noites, choros e esperanças
Completamente imersa em mim
Por mais que a gente ande tanto e viva em uma briga constante com o tempo
Em meio às pessoas que preenchem nossos percursos
Se cresce é de dentro pra fora
Sozinha, expandindo seu mundo
Sua pequena bolha onde sempre estará salva e em plena sanidade
Gosto frequentemente desses dias em que me preencho
Que construo meu pedaço de paz e renovo os ciclos
Deixando ir tudo que derramou do acúmulo
Esvaziando os pedaços expostos ao desgate da falta de paciência, de calma, molhados de choro
E começo, mais uma parte do caminho
Das intempéries do viver e do ser
Reconecto-me
E não há nada que me pare desde então
terça-feira, 21 de maio de 2019
Meu amor,
vamos ali fugir do mundo abraçados nesse quarto onde existe só nós dois (quando não quatro)
longe de todos os problemas que só desaparecem quando estou com voce
enquanto construímos infinitas possibilidades de vida, desde que juntos
vamos esquecer de tudo e de todos
e não ver todos os filmes de nossa lista que só cresce
enquanto a gente troca arrepios e beijos
e reclama de qualquer coisa irrelevante que em dois segundos já nem lembramos mais
vamos ali, viver nossas próximas vidas juntos pra somar com as outras tantas que já se passaram e ficar rindo de como os números, as horas e tudo quanto é coisa que a gente olha são repetidos
lendo os pensamentos e olhando um pra cara do outro "eu ia dizer isso" ou "eu pensei a mesma coisa"
vamos ali viver os próximos inúmeros textos que escreverei sobre voce
em qualquer cantinho desse mundo onde a gente for parar
fazendo amor, poesia, feijão, cafés, filhos e o que a gente quiser
vem.
Algumas coisas não podem ser explicadas e uma delas é a fé e em como os efeitos dela se manifestam em nossa vida. Pode parecer um pouco ilusório, praqueles que não acreditam em Deus ou em forças superiores que regem nossa vida, mas pra mim ter fé é tudo nessa vida. Quanta energia é gasta em vão enquanto poderíamos apenas confiar que todos os nossos esforços desembocarão em um resultado - que talvez não seja o que queremos, mas na maioria esmagadora das vezes, um bem melhor que sequer fora suposto. Não é fácil ter paciência, nem é fácil ver tudo desabando no meio do caos e você parar pra respirar e tentar achar a saída e isso só parecer ruir ainda mais as estruturas do lugar. E nesse momento é hora de sentar no chão e ficar quietinho até que caia tudo que tem que cair. E quando nada mais puder ser abalado, alguma estrutura ficará de pé e a gente reergue novas bases e faz nosso caminho. Pequena sonhadora, não esqueça do tamanho de tudo o que você tanto deseja e corre atrás. Respira e faz sua parte que o resto virá. Sem engolir tanta água, só segue a correnteza a braçadas.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Quantas vezes a gente tem que se deparar completamente perdida para que aprenda a confiar, a esperar e a crer que tudo vai chegar ao seu devido lugar em algum momento? Quantas vezes a gente tem que respirar e tentar enxergar a luz quando a gente cava a saída e só chega mais ao fundo do poço? Eu sei que todos os meus problemas são tão minúsculos diante de tanta tragédia que vejo por segundo ao abrir uma página qualquer de notícias, e isso me deixa ainda mais dolorida por dentro porque não tenho - de fato- nada a reclamar se parar para pensar por este lado. Mas me sinto tão confusa, tão perdida, tão procurando por todos os lados um jeito de siar dessa caos todo, como quando a gente ta se afogando e no ímpeto de balançar os braços pra se salvar só gasta energia enquanto o melhor seria só relaxar, tentar boiar e deixar a correnteza nos levar pra beira da praia. Mas não sou feita de ficar parada e só esperar. Da vida aprendi a me mover, a não acomodar e nunca nunca nunca ficar parada esperando que as coisas caiam do céu, mas e quando o cansaço já é tanto que a gente já correu todos os lados? Eu não tenho medo nenhum de esforço, de correria, de por a mão na massa e dar a cara toda a tapa pra mover o céu e a terra se preciso for, mas nada disso parece estar adiantando no momento. Me pergunto se não desperdiço minha capacidade, meu tempo e minha vida nesse sonho louco que tracei pra minha vida. Se não fiquei cega todos esses anos enquanto o mundo girava fora das paredes cheias de post it do meu quarto. Desistir não é e nunca foi uma opção, mas isso é o que eu escolhi ou o que enfiei cegamente na minha cabeça? Meu Deus do céu, perdoa essas viseiras de imediatismo que se fazem presentes em mim. Mas eu não sei até quando eu consigo sustentar o peso do futuro que escolhi.
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