quinta-feira, 15 de julho de 2010

apenas mais uma de amor

meus amores!


Quando a gente sofre uma decepção amorosa, a primeira coisa que a gente pensa é: pra que serve o amor? Ele só serve pra trazer sofrimento!
E daí vem mais algumas afirmações:
Esse sentimento idiota! Nunca mais quero amar! Quero que o amor se dane!
Mas, peraê!
Será que o amor é mesmo o culpado disso tudo?
Claro que não.
Quando a gente fica revoltadinha assim, e confesso, eu me encaixo perfeitamente nesse contexto, a primeira coisa que a gente faz é acusar o amor.
Acusar de não sermos correspondidas, de surgir por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, ou de simplesmente desaparecer sem mais nem menos.
O fato é que o amor é muito mais que isso.
O amor é a força que move o Universo, a vida, o ser humano.
O amor é por si só o maior presente divino.
O amor, transcende a relação entre dois enamorados.
O amor está em tudo!
E quem sou eu, pobre mortal a maldizer o amor?
Eu, que sou fruto dele,
que sou movida por ele a cada respirar,
que por ele, vivo cada dia com um sorriso no rosto.
Amor, que me faz passar horas no telefone com minhas amigas,
que me faz brigar, brigar, brigar e brigar com minhas irmãs e segundos depois estar conversando e rindo
Amor que me faz esperar todos os anos durante as férias meus amigos que estão longe,
Amor que me faz querer sumir no mundo, sair de casa correndo ou mesmo me esconder em qualquer canto escuro, e depois voltar correndo pro aconchego da minha família.
Amor que me faz levantar 5 e meia da manhã pra assistir aulas sobre um Direito que é lindo na teoria, mas contrastante na prática.
Amor que me faz flutuar com músicas e mergulhar por horas nas páginas de um livro.
Ah, o amor.
O amor é tudo nessa vida!
E não vale a pena desistir dele por nada nesse mundo.


"O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar."
(Charles Chaplin)


Para Tamira.
Obrigada por me fazer enxergar isso e por continuar acreditando no amor.
Te Amo!

♥

segunda-feira, 12 de julho de 2010

amor e amor e amor #



Afinal, o que é o amor?
Esse sentimento inconstante, eterno e inebriante
Que sem porque invade ao acaso o coração humano e nele faz morada
Que amor é esse?
Que aparece sem ser chamado
Que dá asas e faz flutuar até o sujeito mais sensato
Se não correspondido, traz a dor em seu abrigo
Faz sofrer, crescer, aprender... E sofrer de novo, incansavelmente
Que é o amor?
Que escorre pela pele, que preenche nossa alma
E faz da calmaria do mar a mais forte tempestade
Amor que quando tórrido, ardente, brinca de esconder o juízo
E destrona a razão, coroando a emoção
Amor bandido, forte, destemido, insistente
Bate, apanha, viaja
E renasce como fênix no cálice da vida
Que sentimento é esse?
Que não se explica, mas que se sente
Que confunde o poeta e quem mais tentá-lo entender
Como controlar se ele é desconhecido? Como se medir o que é imensurável?
Não se controla, não se mede
O amor ri da nossa cara
Ah, que irônico e palhaço esse tal de amor!
Finge ser pra sempre, mas segundos depois confunde a gente
Nos faz de bobo e debocha disso tudo
Brinca, brilha e nos hipnotiza
Dizem que é tudo culpa de um tal de cupido
Outros que é dom divino, e uns até que é perdição do homem
Alguns acham que é único
Mas o amor, volúvel, se multiplica
E em cada lugar desse mundo lança um viajante ao mar
Ah, o amor!
Por ele movemos montanhas
Fazemos loucuras tamanhas, que nem ébrios eis de cometê-las
Bebemos da fonte do amor
Cruzamos 7 mares, viajamos rumo ao infinito
Só pra sentir dentro do peito o pulsar desesperado de um coração apaixonado
O arrepio da pele, o calor do corpo
Se não há amor, não há vida.
Eis, esse danado sentimento a mais pura corrente de adrenalina
E não há em todo universo algo melhor do que senti-lo
Ah, o amor!
Acanhado, puro, novo
Renascido, velho, maltratado
Correspondido ou não
Nunca estará esgotado
Pois, o amor é a maior plenitude da alma humana,
O amor é fogo e gelo, deserto e mar.
Quem há de entendê-lo?
Nenhum homem, por certo
O amor transcende a lógica e o devaneio
Apenas podemos ser guiados por sua força,
Apenas podemos ser vítimas, nunca autores
Porque a teia do destino, apenas o amor pode tecer
E lá vamos nós, pobres humanos, navegar rumo ao desconhecido vale do amor.
Porque, afinal, o que é mesmo o amor?


PS: Um dia eu ainda consigo entender o amor!


beeijo, beeijo ;*

terça-feira, 6 de julho de 2010

# De volta pra mim;




"O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quando o destino."(Antoine de Saint-Exupery)


Faz pouco tempo que eu percebi que havia me desligado de mim mesma. Havia perdido o gosto por minhas paixões, por minhas vontades, por meus devaneios. Sabe, descobri que quando fico sozinha volto a ser aquilo que eu sempre fui. Aquilo que ficou escondido em meio a preocupações, problemas e estresses. Descobri que não sei bem o que realmente quero ser. Mas que a minha ambiguidade, minha sede de conhecimento, sede do mundo continua aqui, como uma chama que apenas tinha diminuido de intensidade. E sozinha, estou começando a me redescobrir.
Voltei a escrever, a ter aquela leveza que a muito tinha deixado pra trás. Minha menina interior, estava presa em um quarto escuro e finalmente consegui pintá-lo com cores, brilhos e afins. Deixei o sol preencher e levar toda a mágoa que restava.
Ainda estou tentando recolher o lixo, que - gigante - tenta sufocar-me. Mas estou buscando a calmaria, a minha paz interior. Bunscando filosofias, compondo a melodia da minha vida. Me reconhecendo, me amando, me preenchendo. Minha angústia se desprende de mim como um iceberg. Meu coração derrete o gelo, mas reveste-se de armadura com trancas internas. Apenas eu posso me desvendar. Me fecho ao externo. Construo minha fortaleza. Disparo minhas flechas para não me machucar. O ataque fica pronto, felino, feroz, contra quem tentar desviar-me da minha rota.
E assim, caminho rumo a felicidade.
Com a leveza de quem abandona o que não já faz bem. Com a certeza de quem não quer mais sofrer. Com a plenitude de quem quer se descobrir. Com a excitação do novo.
E volto para mim mesma. Para meus livros, minhas poesias, meu café, minhas músicas e meu sentimentalismo. E me busco incansávelmente. Até me achar.


"Eu vejo a vida melhor no futuro (...)O tempo voa, escorre pelas mãos mesmo sem se sentir. E não há tempo que volte, vamos viver tudo o que há pra viver. Vamos nos permitir!" (Lulu Santos)

;*

sábado, 3 de julho de 2010

Quando os olhos fazem chover #


"Esse sorriso pintado, disfarça, as marcas de tantas lágrimas derramadas."

Reeditando, Republicando, Reescrevendo.

Lágrimas não são apenas uma secreção produzida para limpar os olhos, são como aquelas chuvinhas que caem quando tá aquele calor gigante te sufocando e te impedindo de respirar. As lagrimas aliviam, refrescam e nos lembram que somos feitos de carne e osso, mesmo naqueles momentos em que a gente preferia ser de ferro. Elas teimam em cair, teimam em mostrar aquilo que a gente quer esconder a sete chaves.
Chorar, é ser um pouco mais humana. É sentir e exprimir na pele aquilo que nos corroi, que nos corta o coração, que nos deixa sem sono por vários dias.
Chorar, seja de tristeza ou alegria no final das contas, acaba sendo até bom. O fato é que depois daquele 'rio' sempre chega o desabafo, o abrigo e por fim a solução.
Quando choramos colocamos pra fora tudo o que nos aflige, tudo o que nos emociona, tudo o que nos fragiliza. Deixamos pra trás um fardo, um pesadelo.
Chorar limpa a alma e nos deixa prontas pra outra.
Como uma nuvem, as lágrimas vêm e vão.. E mesmo sendo leves garoas ou tempestades com direito a raios e trovãos, elas sempre passam. E deixam um sol lindo e brilhante no final.
É, chorar as vezes pode ser a única solução.



PS: Republicando por tentar desabafar aquilo que os meus olhos teimam em deixar transparecer para o resto do mundo.


beeijo, beeijo ;*

# Eu desisto!



Eu desisto de você por quem suspiro e sonho acordada várias vezes ao dia. Eu desisto de tentar te entender, de arranjar desculpas para mim mesma, e procurar sinais que me mostrem o que você sente. Eu desisto de tentar decifrar suas palavras, seus olhares, seus atos. Eu desisto de mentir pra mim mesma e pra todo mundo dizendo que não sou apaixonada por você. Eu desisto de compor sobre você, sobre o que eu sinto e sobre o que não acontece. Eu desisto de ter expectativas e me frustrar depois. Eu desisto de tentar compreender se o que você faz é pra me magoar ou não. Eu desisto de esperar por você. Eu desisto dessa amizade colorida, desse vai-não-vai, dessa dúvida que me corrói pelas entranhas. Eu desisto de lutar contra o tempo. Eu desisto de não querer te falar nada, de não querer conversar com você. Eu desisto dessa criancice, dessa imaturidade, dessa timidez. Eu desisto de te odiar, de te amar, de me odiar por isso.

# Eu desisto de tudo, e desisto de você, porque não quero e não vou desistir de mim. #



Para você, que não vai ler isso. =/