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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sábado. Umas 4 horas minha manicure que eu amo de paixão me pergunta:
- Jeu, você ta namorando?
- Eu não F.. não quero namorado não..
- Ooooown [cara de dó] porque?
- Porque eu não quero namorar.. namorado pra quê?
- Pra ser feliz!
- Mas eu sou feliz...

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Porque a gente tem que ter um namorado pra ser feliz? Porque todo mundo, TODOMUNDO mesmo, vive perguntando: E ai, como ta o coração e blá blá blá?
Eu não preciso de um namorado pra ser feliz, eu não preciso de um amor,
Eu não preciso querer casar e ter um time de futebol..
Amor eu tenho demais. Eu tenho minha familia, meus amigos, eu mesma.
Eu tenho meus babadinhos, peguetinhos, um melhor amigo pra ligar quando a solidão - e a cachaça - batem.
Eu tenho um amor platônico, eu tenho uma solidão criativa, eu tenho bff, tenho cachorro, tenho inspiração, música, poesia..
Eu tenho Neruda, Camões, Chico e pagode de esquina pra me dizer o que amor, pra cantar coisas de amor, pra sofrer de amor
Eu não quero namorado. Eu já tive namorado. Eu ainda terei namorado.
Mas agora não quero de jeito nenhum.
A não ser que ele seja assim do meu jeitinho, feito pra mim ou seja aquela paixão fulminante que perde juízo, folego e palavra ou seja um momento de loucura minha ou se ele tambem não quiser namorar e der vontade de namorar
Ou seja, sei lá, qualquer coisa, porque as pessoas mudam..
Mas definitivamente, não, eu não preciso de um namorado pra ser feliz.
Pra ser feliz a gente precisa estar de bem com a gente, com o mundo da gente..
Felicidade não se faz com momentos e com pessoas, mas não somente com isso
Então.. isso ai: eu sou feliz. E não tenho namorado.


=]

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Resoluções de fim de semestre

Já que ouço tanto falar de resoluções de fim de ano, resolvi falar das minhas resoluções de fim de semestre. Existe um 'eu' 1° semestre e um outro 'eu' completamente diferente e melhor no 2° semestre..
Naqueles seis meses iniciais, um turbilhão de emoções se debatiam.. tinha acabado de passar no vestibular, me livrado do cursinho, começado a desfrutar a heterogeneidade daquela uesc.. Tinha saturado de um namoro saturado do qual eu não suportava nem mais um segundo meu namorado, tinha uma visão limitada acerca das pessoas, um liberdade reprimida e uma cabeça revolucionária hibernando. Achava que ia me apaixonar por Direito logo de cara, tinha medo de não ser aceita, de não gostarem de mim, de ficar sozinha. Tinha uma voz meio irritante, como ainda tenho mas numa versão mais branda, era histérica e dava gritos por tudo. Terminei namoro. Reativei meu blog. Admiti que era apaixonada pelo meu melhor amigo, fiz um trabalho científico sobre dignidade humana no sistema penitenciário brasileiro, passei um mês fazendo bombons pra vender no dia dos namorados, juntei dinheiro. Fui pra formatura da minha prima em Eunápolis. Me dei férias uma semana antes, passei em tudo. Banquei meu São João, passei uma semana insana e perfeita em Ibicuí, curti horrores e voltei acabada. Descansei e arrumei muuito a casa na folguinha que tive. Escrevi horrores no blog e estava em super criatividade modo on, Viciei e não vou desviciar tão cedo em muitas séries. Veio segundo semestre. Perdi trivela, peguei chopada de medicina, curti. Odiei meu melhor amigo. Fui prum 'reggae de quinta' muuuy bueno. Me enturmei mais. Fichei alguns livros, li outros extra, me apaixonei por Budapeste. Me apaixonei por Maquiavel, parei com gritos, minha voz ficou melhor. Minha alto estima triplicou, me aceitei como pessoa, como mulher, como menina. Entrei no muay-thai, me apaixonei por uma luva rosa da Adidas que pretendo ainda comprar e emagreci de forma saudável. Aniversário de 15 anos de minha prima. Comprei, consumi, comprei, comprei, consumi. Fiz mais fichamentos. Dei mais valor às minhas amigas. Fortaleci amizades, fiz pessoas felizes apenas com pequenos atos, trabalhei para servir os outros. Me achei mais bonita. Ai vieram as aulas de sociologia jurídica.. Ativei meu lado feminista em muitos mais % Aprendi que tudo é convenção social. Aumentou minha vontade de mudar o mundo e acabar com a dominação masculina. Tive uma suuuuuuuuuuper professora. Uma professora "medíocre" [hahaha], um professor hipócrita, que odeio horrores [=P], um professor legal, e um professor brother demais. Quebrei meus conceitos, meus preconceitos, minhas visões de mundo. Questionei meus valores, minhas escolhas, meus atos. Me dei valor. Construi conceitos, valores, visões de mundo. Vivi o melhor reggae do mundo, a melhor experiência do mundo. Fui pro melhor show da minha vida [Los Hermanos], fui pra um show internacional, fiz uma viagem incrível, com pessoas incríveis que eu amo demais, vi Saulo lindo e maravilhoso. Escondi segredos, fiquei malvadinha, tive virose e conjutivite. Fiz 19 anos, escrevi horrores, consolidei minha poesia, aprendi a ser mulher independente, fiquei com meninos e não esperei nada no dia seguinte. Tomei umas, aumentei minha vaidade, me apaixonei várias vezes por desconhecidos, comecei a escrever um, livro policial com uma escritora fantástica e cronista de mão cheia. Descobri que meu ascendente é Touro e isso faz com que eu seja mais equilibrada. Pirei, cortei meu cabelo sozinha e ficou lindo, fumei, li cem sonetos de amor de pablo neruda. Ouvi bandas incríveis como Portshead, assisti Across the Universe e O fabuloso destino de Amelie Poulain e amei os dois. Li livros incíveis e lerei muitos mais. Correria de fim de semestre, deixei de planejar as coisas, tenho milhões de fichamentos, descobri a grande utilidade do twitter. Estudei horrores. Vivi,curti, bebi, beijei, fui feliz, sou feliz, serei feliz. Ainda não sei se passei direto, ainda não estou de férias e o semestre ainda não acabou. Mas eu mudei. Muito. E pra melhor. E mudei por mim. E mudei pra mim. =]
-
*Depois disso tudo difícil vai ser eu criar coragem pra escrever resoluções de fim de ano..

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

paixão

Que masoquismo é esse ao qual resolvo me submeter?
Essa loucura de querer se jogas de um penhasco
De querer quebrar a cara e o coração.
Por qual razão, motivo, porquê ou explicação
meus neurônios insistem em me arrasar?
Quando a estrada parece clara e simples
A névoa volta a cobrir arrastando-me aos espinhos
Oh Deus, Afrodite, Cupido Gene Y, Z ou Alfa
Libertem-me dessa tortura, desse abismo
Me deixem de uma vez por todas ver o sol
E viver.

barco de dois remos

Tuas palavras ecoam em cada centímetro da minha caixa craniana
Já faz um tempo desde que decidi te esquecer
Embora ainda pense constantemente em teu sorriso
As lembranças não mais fluem líquidas
Queria descobrir em que parte da história me perdi em você
Em que segundo o coração aumentou o seu ritmo
Voltar a esse momento seria crucial e me pouparia sofrimento
Mas onde estariam as letras, as músicas, a poesia, a inspiração?
Como culpar alguem por não sentir o mesmo?
Ah, faça me o favor.
Culparei a mim. Aos meus neurônios, aos meus lapsos.
Rendirei agora ao meu âmago.
Que adiantaria amar sozinho?
Amor é barco de dois remos
Amor é conjunto, disjunto, função bijetora
Pra cada ser há de ter um remador
Um domínio, uma imagem, um espelho, ou vários, eticétaras e reticências
E assim será. Que seja!


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domingo, 7 de novembro de 2010

noite de um verão qualquer

Uma taça de vinho tinto, pais fora de casa, noite boa de se viver
E eu aqui.
Sozinha, com o gosto doce meio ocre na boca
Zapeando canais a procura de algo que tire o tédio,
ou que ao menos distraia por um segundo
E lá se vai outra taça, e outro suspiro, e outra lembrança de amores frustrados
E passados remotos de ações não feitas e arrependidas
Ah, solidão
Explode feito o tilintar do vidro - não cristal - do cálice aos dentes
Ocasional ou opcional, pode ser um deleite se bem aproveitada
E eu a gasto, desgasto e regasto pensando em você
Naquele arrepio que não posso permitir sentir
Naquela vontade de querer o que não se deve querer
É, a solidão cai como uma luva se minha própria companhia se faz auto suficiente
Se me afasta de perder o juizo em teu beijo
Ou de derreter em teu abraço forte a me envolver
É, sou melhor quando sadomasoquista me obrigo a esconder vontade
Sou melhor quando machuco só a mim e não a outrem
É.
A solidão me cai como uma luva.
Até que me reste o gosto doce ocre na boca.


ponto e vírgula;

domingo, 8 de agosto de 2010

?

Criatividade minha de cada dia, onde você foi parar?
Em algum sentimento que eu tratei de esquecer?
Em lágrimas que eu parei de derramar e soluçar?
Em um amor que se desfez na decepção?
Por favor, caminhe de volta para mim!
Não aguento essa solidão espaçada sem foz para desaguar
Não sou eu sem ti, não aquieto-me sem palavras para construir, destruir, re-construir
Minhas rimas arranham como disco embolorado
Perdem sua força, seu impeto, sua coleridade
Criatividade, volte! Converta-me novamente em inspiração
Não me deixe fatigada, cansada de minha vagarosidade
Devolva minha audácia, minha falácia, minha convicção!



Ps: Autora encontra-se em um blecaute criativo sufocante e qualquer solução é aceita com muito bom grado :)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

retrato

Marie é uma garota normal, assim como qualquer garota. Divide seu tempo entre faculdade, amigos e brigas com as irmãs. É falante, alegre e até engraçada. Aquele tipo de gente alto astral que parece estar sempre feliz. Não fica muito sozinha, embora seu interior seja consumido por uma estranha solidão que ela não consegue compreender. Será que falta alguma coisa? Questionamentos surgem a todo instante, mas ela não consegue formular respostas pra o tanto de perguntas que pairam em sua mente. Havia um lado dela que queria jogar tudo pro alto e sair de casa com uma mochila nas costas. Tinha uma vontade imensa de viver, de abrir as portas pra vida, percorrer esse mundão de meu Deus e conhecer. Conhecer gente, lugares, vidas, histórias.. se conhecer. Porém, tinha tambem o outro lado. O lado que não queria largar sua vida ajeitada, sua boa faculdade que ela lutou tanto pra passar, seu futuro que parecer ser de uma mulher bem sucedida, seus amigos, sua familia... Mas, e seus sonhos? E sua vontade de viver? Sua vontade do mundo? Marie sente que é mais. Que pode mais. E trava diariamente a sua dualidade. Esperando, e só esperando. Que um dia o lado que ganhar faça valer a pena...


:)

sábado, 31 de julho de 2010

,


''Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera. Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça, ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário, por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.''


[Caio Fernando Abreu]

quarta-feira, 28 de julho de 2010

sobre mulheres e maçãs



Eu nunca acreditei muito na afirmação de que 'o conteúdo é mais importante do que beleza'.
Não para um relacionamento sério, claro. Porque é impossível ficar com uma pessoa que não tenha um pingo de compreensão linguística aceitável.
Mas para relacionamentos rápidos, ficadas e rolos. Em especial com a maioria dos garotos de faixa etária que vai de 15 a uns 20 e poucos anos.
Afinal de contas, quando você vê uma pessoa na rua, na faculdade, na balada, etc, a primeira coisa que você pensa é: que bonitinho, que isso, que aquilo.. e não que inteligente, possui um bom gosto musical, etc..
Até porque não se conhece uma pessoa no 'plano interior' logo de cara.
E é nesse ponto que as garotas inteligentes saem perdendo.
Não por falta de beleza ou coisa do tipo.
Garotas inteligentes geralmente vem acompanhadas de outra característica bastante marcante: independência.
E é essa independência que atrapalha tudo.
Homens no geral possuem o instinto de proteção, de querer ser o mais forte, de cuidar do 'sexo frágil'.
E mulheres independentes por si, não querem ser cuidadas, ou melhor, não precisam.
São fortes, suficientes, subsistentes, menos acessíveis e mais seletivas.
E portanto, menos 'disputadas'.
São aquelas típicas garotas pra namorar, pra casar.
E eu me encaixo totalmente nesse grupo.
Já ouvi várias vezes: Ah, peguei fulana, beltrana, cicrana... E X pessoa? Ah.. X pessoa é pra casar, não conta!
C-o-m-o a-s-s-i-m?
Somos excluídas dos 90% de garotas "ficáveis" porque somos inteligentes?
A inteligência não deveria ser uma pitada a mais de sal?
Uma série de tv que eu assisto chamada "Los Caballeros las prefierem brutas" [os homens preferem as burras] mostrou uma teoria muito interessante, que é mais ou menos assim.
As mulheres "burras" (não necesariamente no sentido extremo da palavra), ou mesmo as que se fazem, são mais fáceis de serem 'administradas', não requerem muito pensamento, e desse jeito acabam conseguindo tudo que querem.
Novamente repito: isso é relativo a ficadas, rolos e afins.
Afinal, quem quer ficar com uma pessoa em que você tenha que pensar antes de falar qualquer coisa idiota ou antes de jogar uma cantada barata?
São poucos os -corajosos- homens que se atrevem a serem desafiados.
E tambem são esses os que colhem os melhores frutos! :)




"Mulheres são como maçãs, as melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque
eles tem medo de cair e se machucar.
Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão,
que não são tão boas como as do topo,
mas são fáceis de se conseguir.
Assim maçãs no topo pensam que
algo está errado com elas,
quando na verdade eles estão errados.
Elas tem que esperar um pouco para o
homem certo chegar.. aquele que é
valente o bastante para escalar até o topo da árvore."



beijo, beijo ;*