segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

barco de dois remos

Tuas palavras ecoam em cada centímetro da minha caixa craniana
Já faz um tempo desde que decidi te esquecer
Embora ainda pense constantemente em teu sorriso
As lembranças não mais fluem líquidas
Queria descobrir em que parte da história me perdi em você
Em que segundo o coração aumentou o seu ritmo
Voltar a esse momento seria crucial e me pouparia sofrimento
Mas onde estariam as letras, as músicas, a poesia, a inspiração?
Como culpar alguem por não sentir o mesmo?
Ah, faça me o favor.
Culparei a mim. Aos meus neurônios, aos meus lapsos.
Rendirei agora ao meu âmago.
Que adiantaria amar sozinho?
Amor é barco de dois remos
Amor é conjunto, disjunto, função bijetora
Pra cada ser há de ter um remador
Um domínio, uma imagem, um espelho, ou vários, eticétaras e reticências
E assim será. Que seja!


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