segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MULHER com M maiúsculo.


Então a gente tem que perder a doçura pra ser gente?

Virar macho, galo de briga pra ser bem sucedida?

Que caretisse é essa que ainda ecoa no século XXI?

Ah! Lutamos, queimamos sutiã pra deixar sermos chamadas de cachorra, gostosa, objeto?

Enfrentamos o mundo pra ser propaganda de cerveja?

Dar pra todo mundo é ser vagabunda?

E homem é o quê? Garanhão? Macho, Homem de verdade?

Não precisamos ser nada

Que luta de classes, que Rousseaul, que Foucault!

Não sou puta nem santa

Eu quero andar no meio!

Que falem! Que pensem! Foda-se sociedade!

Foda-se hipocrisia, foda-se machismo!

Me deixe ser bem sucedida!

Me deixe gostar de sexo, de amasso, de beijo!

Me deixe jogar no lixo essas convenções.

Que me adianta esperar príncipe encantado?

Que adianta Cinderela, Disney, novela bonitinha que me empurram desde criança?

Faça-me o favor! FAÇA-SE O FAVOR!

Faz o que quiser, seja quem quiser, seja o que você é!

Mas não me venha impor seus limites, suas visões limitadas, seu discurso careta

Não me queira bonitinha , gostosinha, gracinha

Porque eu não sou santa

Não me chame de cachorra, piriguete, vagabunda

Porque eu tambem não sou puta

Eu ando no meio.






Dedicado à todas as mulheres =]

3 comentários:

Teka Almeida disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Teka Almeida disse...

"Eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermédio"

De fato somos bem mais que padrões, somos aquilo que desejamos, porque acima de tudo temos a capacidade de lutar e tornar verdadeiros os nossos sonhos.

Ser a mulher que desejamos pode ser um fardo, mas cada lágrima derramada tem um gosto especialmente libertador.

Linha disse...

ando no meio tentando me equilibrar... mas como o blog diz: equilíbrio distante!
concepções de infância tendem a me iludir com falsos sentimentalismo: posso sim ser sentimental e ser Mulher sem ser objeto.
Extremicidades feministas me fazem ser "mal vista" por ai, digo: "tô nem ai pra o que acharem de mim", mas será que estou mesmo? não sei... acredito que enquanto existirem "mulherzinhas" por ai, dançando "semi-nadas"(sem roupa, caráter e amor próprio!), enquanto houver as dominadas de Bourdieu, muito pouco seremos de mudança, seremos as "fora dos padrões", as estranhas, excêntricas: mas seremos a anunciação, seremos a luta encarnada, seremos as marias, joanas, alices na iminência de concretizar o que nasceram para ser...
bjoooooo jeh
(o que será isso? aulas de sociologia juridica??kkkkkkk =p)