Eu sempre achei que textos se construiriam em tempos de mágoas, sofrimento, algumas bads ou aquelas tristezas que só precisamos sentir sem motivo realmente fundo. Talvez por a escrita sempre ter sido meu escape, meu mundo, onde eu me sentia e me sinto confortável em derramar todas as minhas confusões e sentimentos. Sempre fui de construir muros em torno de mim, como forma de não se machucar. E sempre sofria por algo que não sabia muito bem de onde vinha. Tentava juntar os meus pedaços soltos como se carecesse de uma perfeita sincronia para que eu pudesse me sentir inteira. Como se o mundo todo não fosse suficiente e ao mesmo tempo como se tudo me sufocasse. Eu queria o mundo, porém só enxergava a parte de mim que se fechava no meu próprio eu. E com o tempo a gente aprende a levar e lidar com a vida e com nossa própria cabeça -ainda que falte mais um tanto de aprendizado, até porque a vida é isso, constante aprender e ao mesmo tempo saber que não sabe nada. E nesse viés, eu posso ter o mundo e o meu mundo. Posso ser tudo, sem me fechar pra vida e pra pessoas. Posso escrever feliz numa sexta feira sobre nada. Apenas pelo prazer, apenas porque sou o que escrevo, sou escrita e sou um mundo dentro do mundo dentre de outros tantos mundos. Viver é desaprender e aprender. Tantas vezes até que ela chegue ao fim. E recomece, tudo de novo. Tem uma frase que diz "a vida não é uma reta, é fluida". E é ali, em cada esquina que a gente vira que a vida acontece. E a gente desacha do que achava; encontra sem nem ter procurado. Se perde e se destroi pra se reconstruir inteira e nova. Com pedaços e remendos. A gente segue caminhando.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
As vezes eu acho que dizer que te amo é pouco pra tudo que eu sinto por você e pro tanto que isso aumenta a cada dia, a cada tempo e cada encontro
Como se você estivesse impregnado em cada veia, cada pelo e cada parte do meu corpo e tudo me leva a você
Cada música, cada imagem, cada pensamento
Tudo me lembra alguma coisa de você e eu nem sei o que fazer com tudo isso
Como uma galáxia que se expande em cores, estrelas, astros e poeira
Você se expande em mim e toma conta de tudo
E eu só sinto
Você me faz querer construir um mundo e uma vida e quantos planos forem necessários porque a gente vai fazer dar certo
Me faz contar os dias da semana e as horas do sábado que faltam pra chegar até você
E eu só vou e esqueço de todo o resto do mundo porque só o que importa é me perder no seu abraço
Você faz com que eu me sinta tão eu, tão minha e tão sua e somos um
Sem mascaras, censuras ou meias verdades
A gente se jogou por inteiro sem bote salva vidas nesse amor insano e calmo
E seguimos
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Por um tempo eu cheguei a me perguntar se a gente saberia lidar com esse amor tão real e maduro, se estávamos preparados pra isso, se era a hora certa pra começar. Mas as coisas apenas acontecem. A vida nos trouxe um pro outro e junto esse amor e a gente não teve como não abrir o peito pra isso. A gente se reconhece e se completa como se fossemos realmente as peças "certas", e é tanta paz, saudável, leve e cúmplice. Eu nunca gostei de fazer promessas de uma vida inteira ou algo do tipo, porque há tanta vida e tantas coisas por vir. Mas você é minha exceção. E eu não consigo pensar em um futuro sem você, em uma vida que não seja nossa vida juntos. (...)
A gente acaba descobrindo que amor mesmo tem mais é que ser leve
Sem penitências, desgastes, tortuosidades
Que devasta tudo por fora, mas por dentro a gente permanece inteiro
Sem ser monótono, mas calmo quando tem que ser
Quente e forte como um café pela manhã
Amor não tem que destruir a gente pra se construir
Tem que juntar, multiplicar, se superar
Amor é sentir e se doar e receber sem morrer por dentro
Sem precisar gritar, dizer, provar
Só se ama e se reconhece dois
Se olha e se lê
Amor é quando a gente se ama, ama e é amado e tudo isso em equilíbrio
É quando a gente sente que não precisa segurar ou se agarrar a ele
O amor leva a gente e não o contrário
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
o passado no passado
Minhas inseguranças sempre acabam me arrastando pra outro lugar
Pro universo dentro da minha imaginação, em que você talvez ainda sinta muito do velho amor que ai morava
Em que talvez você não esteja pronto ou que talvez não pense no futuro tanto quanto eu penso em ter você junto comigo em todos esses planos que traço na minha mente
Talvez eu só precise me acostumar a ter esse nosso amor calmo e intenso, maduro e absurdamente forte
Eu sei que a nossa ligação é de cada molécula do nosso corpo e de nossa alma e que a gente é quase um só, e talvez por isso eu sinta medo de perder você
O que acaba meio que parecendo posse, mas é só medo mesmo
A gente não pode evitar o que viveu, como chegou até aqui e as pessoas que passaram por nossa vida, e eu me sinto muito estúpida de me importar com tudo isso
E são coisas que povoam os meus pensamentos com uma frequência que eu realmente odeio , porque não fazem sentido algum
E não é justo comigo nem com você
Responder por águas passadas e traumas antigos de pessoas que nem estão mais em nossas vidas
Abrir e curar feridas que não fizemos
Mas eu espero me amar muito aqui por dentro de mim
O suficiente pra me permitir amar e ser amada
Sem duvidar do amor e do merecimento, porque merecemos tudo isso que estamos construindo juntos
É que a gente tem uma mania absurda de duvidar
Da gente, do amor, das coisas boas que acontecem
De pensar que alguma coisa lá dentro ainda existe, um resquício de amores, de sentimentos
E um dia vai tudo transbordar
E vai escorrer e te afogar e te deixar sozinho lá na beira da praia
A gente tem medo
De se jogar, de abrir o peito, de viver tudo que tem pra viver
E de repente, as cartas mudarem, o amor acabar, o tédio tomar conta
A gente quer certezas, pessoas pra sempre, os anos juntos
E esquece que da vida a gente não sabe de nada
E não adianta querer se agarrar, duvidar, ter medo
Só fecha os olhos, e vai pra onde tiver que ir
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